- Curta o nosso Facebook! -      Login | Crie o seu Jornal Online

e-notícias
Desde: 03/05/2001      Publicadas: 43      Atualização: 19/08/2001

Capa |  Artigos  |  Artigos Pessoais  |  e-mail's  |  e-Notícias  |  Esportes  |  Fórum  |  Geral  |  Internacional  |  Internet  |  Itambé  |  Lazer  |  Opinião  |  Publicidade


 Geral
  22/04/2001
  0 comentário(s)


Governo príbe a produção de Merthiolate
Produtos a base de mercúrio usados para limpar ferimentos, como o mercurocromo e o tiomersal (princípio ativo da marca Merthiolate), estão proibidos de serem produzidos ou vendidos no país a partir de hoje.
Produtos a base de mercúrio usados para limpar ferimentos, como o mercurocromo e o tiomersal (princípio ativo da marca Merthiolate), estão proibidos de serem produzidos ou vendidos no país a partir de hoje. Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que será publicada hoje, suspende a venda dos produtos no país. As farmácias e os laboratórios terão 60 dias para retirar os medicamentos do mercado. A intenção da Anvisa é diminuir a oferta de remédios que contenham o mercúrio, um metal pesado, na fórmula. Em doses altas, o metal pode provocar intoxicação e outros problemas de saúde. Os anti-sépticos usados em machucados têm doses muito pequenas de mercúrio e, sozinhos, não fazem mal à saúde. "O problema é a soma de fontes do metal à qual a pessoa está sujeita", afirmou o presidente da Anvisa, Gonzalo Vecina. "Queremos diminuir ao máximo as fontes possíveis de mercúrio", disse. O mercurocromo e o tiomersal não são mais usados em hospitais desde 1991. Segundo Vecina, a medida foi adotada porque em atendimentos hospitalares normalmente a superfície a ser limpa é grande, o que exige dose maior de mercurocromo, podendo aumentar a absorção do metal. A Anvisa não sabe quantos produtos a base de mercúrio são vendidos hoje porque não é necessário o registro na agência. Nos guias de medicamento, aparecem pelo menos 15 produtos contendo mercuriais como tiomersal ou timerosal. "A suspensão da venda não é uma notícia muito preocupante", afirmou o ministro da Saúde, José Serra. "Um ferimento doméstico pode ser melhor tratado com água e sabão." Segundo o ministro, também existem outros produtos que podem substituir com vantagem a limpeza de ferimentos domésticos. Um exemplo são os anti-sépticos feitos com iodo. A decisão de proibir os medicamentos a base de mercúrio ocorre depois de o jornalista Boris Casoy levantar, nos últimos dias, o problema no "Jornal da Record". A resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária será publicada hoje no "Diário Oficial" da União. As empresas que não retirarem seus produtos do mercado nos próximos 60 dias serão autuadas e poderão ser multadas. Os valores das multas variam de R$ 2.000 a R$ 50 mil, dependendo do tipo de infração. Uma portaria do Ministério da Saúde, que foi publicada em 1998, já tratava do uso de anti-sépticos e esterilizantes. Segundo a medida, não era recomendada a utilização de fórmulas contendo acetona, éter, clorofôrmio e mercuriais orgânicos, como tiomersal, com a finalidade de anti-séptico. A portaria 2.616 do ministério também estabelece normas para o controle de infecções hospitalares. Outro lado O laboratório Eli Lilly, que produz o Merthiolate, divulgou nota ontem à noite informando que cumprirá o "texto da resolução". "Continuamos a assegurar a eficácia e a segurança da atual fórmula do Merthiolate e estaremos adequando a mesma às novas exigências da Anvisa, como já anteriormente sugerido pela própria Eli Lilly." Segundo a nota do laboratório, o "Merthiolate continuará a existir no mercado, com sua fórmula modificada". Nos EUA, os mercuriais foram retirados do mercado pelo governo em 1998. Segundo a Lilly norte-americana, a empresa já tinha decidido em 1991, "por questões puramente mercadológicas, retirar o produto daquele mercado".
  Web site: www.aonde.com.br
  Comentários:Deixar um comentário
Não há comentários. Clique em "Deixar um comentário" e seja o primeiro.

  Mais notícias da seção Brasil no caderno Geral
12/04/2001 - Brasil - Brasileiros temem inflação e desemprego, mas estão satisfeito com suas vidas
Mais da metade dos entrevistados em uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria acredita que o desemprego e a inflação devem crescer nos próximos seis meses. Apesar destes temores, 70% estão satisfeitos e 5% se declararam muito satisfeitos ...
09/04/2001 - Brasil - MST de novo!
MST invade terras de usina em Pernambuco...
07/04/2001 - Brasil - Sem terra ou sem caráter?
Vários sem terras já possuem terra, mas mesmo assim continuam no movimento para adquirirem mais terra....
06/04/2001 - Brasil - O Brasil é um dos países mais perigosos.
Brasil está entre os primeiros países do mundo em número de assassinatos, com 24,9 homicídios por cada 100.000 habitantes.... ...



Capa |  Artigos  |  Artigos Pessoais  |  e-mail's  |  e-Notícias  |  Esportes  |  Fórum  |  Geral  |  Internacional  |  Internet  |  Itambé  |  Lazer  |  Opinião  |  Publicidade
Busca em

  
43 Notícias